11 de Setembro para colorir

Colorir os acontecimentos do 11 de Setembro,  como dizem os autores, editores e promotores de We Shall Never Forget 9/11: The Kids’ Book of Freedom: que não se pode esquecer.
Como tal, as crianças podem pintar com todas as cores o atentado às torres gémeas e, dez anos depois na história, a execução de Osabma Bin Laden.
Mas quem não gostou mesmo nada da história foram os muçulmanos americanos. Os responsáveis pela Really Big Coloring Books, que publicou o livro apressaram-se a justificar a edição alegando que foi concebida para que os pais a usem para ajudar as crianças a entender os factos à volta do dia 11 de Setembro de 2011. A história vem toda contadinha na edição de ontem do “Guardian

We Shall Never Forget 9/11: The Kids’ Book of Freedom é apenas um só título dos que enchem as livrarias em véspera do aniversário do 9/11, o dia que mudou o mundo.  A contabilidade é quase impossível de fazer. Cada publicação, cada blog, faz listagens por tema, por grau de interesse, por relevância literária ou histórica. Uma olhada ao site da Barnes & Noble, por exemplo, é uma vertigem, um labirinto onde qualquer um que queira eleger uma leitura sobre o assunto se perde. Um site ajuda e faz uma selecção dos livros mais populares até agora publicados sobre a matéria. Um best-of de 250 títulos que contempla ficção, ensaio, história eonde destaco obras como “O Homem em Queda”, de Don DeLillo, “Sábado” de Ian McEwen ou “Extremamente Alto e Incrivelmente Perto”, de Jonathan Safran Foer. Por cá há, entre as imensas novidades de lá, apenas uma pequena amostra. Num olhar rápido pelas livrarias, salta um livro dos escaparates: “Um História do Mundo depois do 11 de Setembro, assinado pelo jornalista Dominic Streatfeild. Uma reportagem que o crítico do “Telegraph” diz ler-se como um thriller. Folheio-o apressada e aposta em perceber melhor como é que esse acontecimento de há uma década mudou não apenas o mundo mas o modo de o olhar. Para isso, a arte ajuda um pouco. Onde estão os 11 de Setembro na música, no cinema, na ficção, nas artes plásticas e performativas? Vou ver.

Depois conto o que encontrei enquanto as crianças americanas pintam esse 9/11.

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