mini-policial burlesco-ortográfico e de rutura


O fato cor de quivi que o detetive levou à receção foi o objeto exato de uma coleção de ações de flart por parte dos espetadores um pouco exóticos daquela platéia. A turné do travésti, suspeito de estupro e venda de estupefacientes começara, mas o artista esquecera o sutiã e os colãns no tabliê do jipe, o que o fez voltar atrás, dando tempo ao tal do detetive, cuja missão era dar o flagra no criminoso, para mais um drinque e um respirar fundo. Não era para ele a passarela e aquele esmogue tornava-o mais ridículo que se fosse em toplesse. Sentiu a rutura do raciocínio. De fato, se fosse essa a demarche, passaria por mais um entre aquele deboche. Olhou a foto da vampe. Era tirada de um escâner, parecia ter um pírcing e uma tatuagem de um aligator, daquelas que podia sair com uma ducha. João Esperto fez a subtração dos artefatos, sentiu que não tinha proteção, o revólver ficara junto com o pulóver na pizaria. O travésti chegou de surpresa, apanhou-o desprevenido e nem lhe deu tempo nem para a oração e acabou ali com a matiné.

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