Uma das músicas da minha vida

Já a ouvi triste e já a ouvi alegre, nostálgica, serena, como fundo e sem mais nada. Como vai melhor é mesmo sem acompanhamento, o que não quer dizer sem companhia. Fica bem com o mar, fica bem em viagem, ouve-se como água num dia de chuva. Nunca o ouvi na praia. Nunca consegui que fosse banda sonora de uma leitura. Sempre foi pura, e aparece sempre de improviso como quando Keith Jarrett a gravou em 1975. De longe, de muito longe, alguém me pergunta porque me lembrei dela. Porque é bonita. Porque fica bem com a saudade que sinto, com o silêncio da casa, porque faz parte da minha discoteca mental. Vem, desaparece por uns tempos, mas volta sempre. É uma das músicas da minha vida. É o concerto de Colónia, que às vezes me aborreço de ver tão tocado e ouvido e repetido. Dá raiva. Como um segredo que pensamos só nosso, mas que as comadres já espalharam, No caso que ricas comadres. Um dos discos a solo de piano mais vendidos de sempre. Pois, mas não esquecer que é música gourmet…

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