Sem peso

Num dia de Outubro olhei o céu de frente e vi estrelas. Era noite.

A água da piscina estava morna. Com o corpo sem peso, senti-me uma meia existência, mas nem por isso menos completa. Só atenta ao essencial.

Um som uterino de ouvidos dentro de água, a cabeça a viajar por dentro dela, à aventura.

E acho que tudo por causa desse olhar de frente para o céu que não é natural aos humanos e também dessa perda de massa.

Sem peso parece que não há medo.

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