Monthly Archives: October 2011

Não gosto de fins


Não gosto de fins.

Aquele The End depois do filme, o fechar o livro porque foi preciso por um ponto final, dizer adeus a pessoas, deixar lugares. Não gosto.

E não gostei mesmo nada de ter chegado ao fim do livro da  Dulse Maria Cardoso. Já cheguei ao fim há uns dias e continuo a pensar nele. Aquela África de que ela fala é-me familiar pelas personagens, pelas falas, pelos ambientes sem que eu alguma vez lá estivesse estado, mas é como se toda aquela gente fosse a minha gente e eu soubesse muito bem que foi assim, que é assim. “O Retorno” e de certo um dos livros portugueses do ano. Dos melhores que li este ano portugueses ou não.

Este um protesto contra um fim. Não aquele fim, mas o fim daquelas páginas. Ainda não abri outro livro.

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Schubertiana


Tomas Tranströmer nasceu no mesmo dia que eu, uns anos antes de mim. Escreve numa língua que não entendo e quando leio os seus poemas, quase sempre em inglês, sinto que não os sinto como ele os sentiu quando os pôs ali, em letras.Mesmo assim emociono-me. Função da poesia que parece cumprir-se. E se eu soubesse sueco? Não sei. Por isso aqui fica um dos seus poemas da forma como eu o entendo. Schubertiana