Livros com música I

Errata
George Steiner
Relógio d’Água

“A minha incapacidade de cantar ou tocar um instrumento é humilhante. Mas é frequente a música pôr-me ‘fora de mim’, ou mais exactamente, numa companhia muito melhor do que a minha. Materializa o oxinoro do amor, essa fusão de dois indivíduos na unicidade, sendo que cada um deles, mesmo no momento do uníssono espiritual e sexual, conserva e enriquece a sua identidade. Ouvir música com o ser amado é estar numa condição simultaneamente privada, quase autista, e todavia estranhamente envolvida com o outro (a leitura a dois em voz alta não atinge o mesmo nível de fusão).”

A reflexão daquele que é um dos mais brilhantes pensadores da actualidade, George Steiner no livro autobiográfico “Errata: revisões de uma vida), surge na sequência do relato de um facto:, terá sido a música a salvar o filósofo Wittgenstein do suicídio. E que música? “o lento movimento do terceiro quarteto de Brahms.

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