Monthly Archives: January 2012

Talvez o pior da solidão não seja a falta do outro, mas o excesso de nós

Ironia segundo Farrell

 

Porventura não será o romance que apetece. Assistir ao limite da sobrevivência numa civilização em fim de linha. Estão lá os limites do humano, mesmo que a pose mande esquecer que se só há baratas para comer e se continue a beber o chá às cinco.

Estamos em 1857, no período pós-victoriano, um momento em que os indianos se revoltam contra os ingleses numa cidade literariamente imaginada para narrar a queda de um império, o britânico, na Índia. “Qualquer pessoa que nunca tenha visitado Krishnapur, e que se aproxime vinda de leste, deve pensar que terá chegado ao fim da sua viagem alguns quilómetros mais cedo do que esperava. Estando ainda a alguma distância de Krishnapur, começa a subir uma cordilheira baixa. Daqui avistará ao longe o que parece ser uma cidade distorcida pelo calor. Verá o brilho o brilho branco das paredes e dos telhados e um generoso arvoredo, até porventura a cúpula do que poderia ser um templo. A toda a volta, há a interminável quietude da planície, exactamente como tinha sido ao logo de muitos quilómetros; um sórdido oceano de terra agreste, na imensidão do qual se perde um esporádico campo de cana-de-açúcar e ou de mostarda.”

São as primeiras linhas de “O Cerco de Krishnapur“, o melhor teste aos resistentes a entrar no romance. A capacidade de sedução da escrita do seu autor, J. G. Farrell, a elegância com que ao longo desta narrativa vai intercalando cenas do mais absoluto horror com uma ironia tudo menos incómoda, ou metida a ferros, fez deste livro de 1973 um dos finalistas ao melhor Booker dos Bookers, prémio conquistado por Salman Rushdie, com “Filhos da Meia Noite”. Ficou em segundo lugar e é o sinal do crescente reconhecimento que existe á volta de um escritor que desapareceu cedo de mais, aos 44 anos, mas mesmo assim conseguiu o feito de ser, com Peter Carey e J.M. Coetze, um dos três autores a vencer duas vezes o mais cobiçado prémio literário de língua inglesa. A primeira vez, com este romance, há 39 anos, e a segunda com “Hotel Majestic”, no original “Troubles”, que acontece ter sido publicado três aos antes e é o primeiro volume da trilogia do Império a que pertence “O Cerco de Krishnapur”.

Confuso? talvez para quem não tenham andado a par das peripécias do Booker que não foi entregue em 1970, justamente o ano de publicação de “Troubles”. A organização do Booker quis repor a falha e mais de 40 anos depois eleger o Booker de 1970. E o prémio foi para “Troubles”, publicado pela Porto Editora no ano passado. A mesma editora que agora traz para português um livro em falta, o segundo de uma trilogia que terminou com “The Singapore Grip” (1978).

Reparada a falha, não há desculpas para não conhecer melhor a obra do escritor natural de Liverpool que um dia, no início de 1979, decidiu comprar uma casa na costa da Irlanda e descobrir que havia coisas que o estavam a distrair da escrita. Nesse mesmo ano, a 11 de Agosto, morria derrubado por uma onda enquanto pescava, o seu corpo esteve desaparecido durante um mês

A vertigem

Equilíbrio imperfeito, uma escorregadela e mãos ao chão.

Subia a montanha de olhos no céu como não recomendam as regras de um bom caminhante. A cada passo uma viagem, as que fiz e não contei. Momentos como postais, flashes de fotografias na memória e a esperança e um dia saber passar a mesma emoção a alguém. Sempre a adiar. Talvez um dia consigas a conjugação certa para dizer que o abismo é a única coisa que me segura. Ou então como explicar aquele grito que grito sai mudo? A hora era do êxtase das cores. O amarelo nunca foi tão bem definido, nem o verde tão incandescente e lá estavam todos os seres nunca vistos a passavam por baixo sem que eu lhes fizesse sombra. Eu deitada no maior aquário do mundo. O oxigénio a entrar nos pulmões, mas a respiração a atrofiar diante daquele sem fim, sem fundo, sobre o que segurava o meu corpo indiferente às gotas de uma chuvada tropical. Calor e um arrepio.

É o paraíso, convencia-me. México e um dos maiores recifes do mundo e eu nele. Qual quê? Maior que tudo era vertigem e as cores que se misturavam num turbilhão fluorescente, espiral com uma só saída.

Barco à vista, mãos no ar. Que me salvem senão eu vou-me… Onde? Ao fundo? Claro. Pra quê falar dessa humilhação de ficar três horas num barco à espera que os outros se divertissem naquele sem fundo, que o experimentassem descendo mais? Nada para contar a não ser o medo e a conversa presa com o aventureiro que levava turistas ao mar sem saber do medo do abismo. Um suíço que conhecia os Açores ao lado de um mexicano que queria lá saber. Que o acordassem quando tudo acabasse. Claro ombre! Era igual aos que vi passearem-se com metralhadoras em Guanajuato, cidade na rota da prata, onde universitários e descendentes de mineiros partilhavam a mesma música em ruas garridas, como no mar, mais a sul.

Porque é que me veio agora o México? Logo quando escorreguei a subir uma montanha na humidade do Outono na Madeira, talvez meses, talvez anos depois.

Foi outra vertigem, eu no fundo, a olhar o céu e a tontura de tanto azul. Talvez seja assim com as viagens, umas nas outras, coladas por sensações como selos com cuspo em postais ilustrados. Andam pelas gavetas.

Será por isso que parece que conheço o Chile onde nunca estive? Uma vez deram-me uma igreja em barro, branca e azul, e parece que vejo as mãos que a esculpiram. A ilusão. Fui ao Chile naquela igreja que me trouxeram de lá. Fui a Buenos Aires com Borges. E depois? Entrei numa ermida nos Açores de olhos molhados e nunca mais de lá saí. Nem nos Capelinhos. Aí fui à lua, mas foi trágico o arrepio. Não sei bem por onde andei.

Vou andado, olhando arranha-céus de Tóquio e Nova Iorque, parando na tasca para comida gordurosa. Gosto de apanhar aviões, mas uma carroça também serve.

Tomo notas de emoções em contas de restaurantes, bilhetes de eléctrico. Depois perco-as. Talvez um dia aprenda como se faz isto de contar lugares.

Antes um charter de trolhas

Ouvi a frase da mesa ao lado e pensei o quanto pode ser pueril a boca ordinária de um trolha.

O “eu fazia-te…”; “eu comia-te toda…” o ´”és boa todos os dias…” até mesmo aquela do taxista “se a menina é um autocarro porque é que chamou um taxi”, são quase ternurentas e podem deixar um sorriso de mona lisa perante a boçalidade de um doutor ou pretenso.

Talvez pelo inesperado, a falta de chá que anda lá por casa, a suposta educação que se desfaz num “que injeva! O gajo papa as gajas todas.” E a “gaja” – porque para eles tudo o que não seja a filha, a sobrinha ou a mãe, está nessa categoria de papável – era a única pessoa no restaurante a ouvir a conversa de três engravatados invejosos da masculinidade de um ministro a que chamavam de “teso”.

Como era “teso” esse Gaspar, o da austeridade. ” O gajo levanta-se todos os dias às cinco da manhã e começa em casa. Tem categoria. Trouxe a escola toda de fora.” Pergunto-me qual escola? A que eles admiram? A de supostamente “saber papar gajas” ou a outra, a de não se deixar intimidar pelas medidas de austeridade.

Continuo à espera da minha companhia e continuo a ouvir o deboche engravatado acompanhado de um tinto reserva.

“Papa as gajas todas, mesmo as gastas. Tudo caidinho”, continua o admirador de Gaspar, enquanto outro, mais distraído confessa que nunca tinha pensado nele assim, nesses termos. “Ah pois é!” Claro que a cumplicidade se exprimiu em gargalhadas.

Que importava que a “gaja” do lado ouvisse… O importante é saber “papá-las”. Papalvos. E vai um brinde. “A ele, que tem prazer no trabalho!” Tim, tim. Era a porta que se abria e entrava a minha amiga.

Livros com música III

Um Dia

David Nicholls
Civilização

“E então é The Smiths, ‘There’s a Light That Never Goes Out’, e embora nunca tenha apreciado particularmente os Smiths, continua a bambolear-se de um lado para o outro, com a cabeça para baixo, outra vez com vinte anos, bêbado numa discoteca de estudantes. Esta a cantar bastante alto, é embaraçoso, mas ele não se importa. No pequeno quarto de dormir de um casa em banda, dançando com a filha ao som de música que sai de um comboio de brinquedo, tem de súbito uma intensa sensação de contentamento. Mais do que contentamento – júbilo” .

Assis Pacheco

O tempo desfaz-se em pó por cima do livro esquecido. Quantos anos? Antes de passar o dedo tento adivinhar a capa. Parece rosa, mas está velho. Luz e pó deformam uma cor. As telhas são vãs neste sótão de aldeia. Passo o dedo e confirmo ser o livro que há muito achava perdido. “Retratos Falados”, uma edição da Asa, uma relíquia que não sei como foi parar à pilha do esquecimento. Pego num trapo ainda mais velho do que o rosa da capa e limpo o tempo a um dos livros que me fez querer ser qualquer coisa.

Saber perguntar assim, ter aquela língua de perguntador, certeira, irónica, curiosa, capaz de criar no outro um grau de cumplicidade que o leva, ao perguntado, a deixar cair as armas, ao desconcerto. E saber a deixa, sempre, ser interlocutor numa conversa mais do que ser entrevistador.

Foi naquele livro que li pela primeira vez Fernando Assis Pacheco. Li-o nas perguntas e nas respostas a que elas levavam e eu quis saber fazer aquilo.

Aprende-se? Alguma vez se aprende a ser assim, a fazer assim? Mas tarde soube que se pode tentar, mas só ele sabia ser assim. Li-lhe depois os poemas, todos os livros. Fui ver como uma das suas filhas lhe ilustrou capas de obras póstumas. Amigos que privaram com ele contaram-me que ia em reportagem, e não tomava uma nota e era capaz de contar a história como ninguém. Cada vez o admirava mais.
Quando comecei  também a perguntar quis um dia poder perguntar-lhe, mas a vergonha ia-me impedindo até que ele um dia, cedo de mais, não voltou a perguntar nem a contar, nem a fazer poemas com a vida. Sem nunca o ter conhecido pessoalmente, chorei. Confesso agora sem vergonha das lágrimas, mas envergonhada pelo meu orgulho, a pena de nunca ter tido coragem de lhe perguntar o que quer que fosse mesmo que tivesse feito triste figura.

Volto ao pó. Peguei no livro e limpei-lhe o tempo depois de ter lido a biografia que a Tinta da China acaba de editar sobre Assis Pacheco. Quis voltar a ler-lhe as perguntas e sabia que esse livro tinha de existir. “Trabalhos e paixões de Fernando Assis Pacheco”, de Nuno Costa Santos, título inspirado em “Benito Prada” e na Galiza que corria no sangue do coimbrão.

Voltei às entrevistas de papel amarelo, feitas a gente que já morreu ou já perdemos ao vasto horizonte do tempo. Só ele, Assis, escapou ao pó.

dominguinho

Ao domingo comia tremoços e pevides debaixo da parreira enquanto o rádio dava o relato e eu olhava para longe, para lá de um monte onde estava Lisboa. O cão sentava-se ao meu lado e no ar havia cheiro a bolos e café. O Benfica marcava. Era o normal. Eu fazia sandes, um tremoço aberto com uma pevide dentro, e no banco de pedra havia um caderno de linhas com letras desenhadas com força. Aquelas tardes nunca acabavam.

Alfaiate de poemas

Às vezes procuro o poema.

Procuro porque não o sei fazer. Um à medida. Sem a tal palavra a mais que estraga tudo. A harmonia tem de existir para quem não a sabe criar mas a pressente. “Fazem-se poemas à medida”, um letreiro assim, numa porta verde com uma janela. Tocava ao sino e um poeta abria, conversa prévia, tirava as medidas ao que cá ia e traçava um poema, cintado como manda o figurino da boa poesia, adaptado ao estilo, romântico, barroco, minimal, não importa se alexandrino, o clássico não sai de moda e palavras como “amor” e “alma”, desde que na medida certa, são certeiras.
Alfaiates de poesia é que era. Preferia-os ao prêt-a porter. Havia papel de seda e uma caneta de aparo. A caligrafia é importante para os passar a limpo, como se nossos. Afinal eram, seriam.
Procuro um poema e penso nisso. Seria negócio? Que ideia pouco poética. Mas eu pagava para ter poemas à minha medida e saber da medida dos outros.
Podia haver, para os amores perdidos, traídos, esquecidos, uma feira de segunda mão. Ladra de poesia. Terão perdão os ladrões de poesia? Tudo deve depender da causa, do motivo, mas suspeito que haja uma branca a respeito na legislação, por isso… Mas que se vendam, mesmo por tuta e meia, a alguém que precise do que alguém já não quer. Eu, por enquanto, guardo todos. E procuro os meus que não sou capaz de escrever. Inépcia.
Dava jeito agora encontrar aquele, o que se ajusta a “agora”. Era um poema para agora se-faz-favor! Folheio, procuro a palavra “poeta” nas páginas amarelas. Parece que não há. Mandam-me para livrarias, bibliotecas. Não é isso. Quero palavras que digam exactamente o que está aqui e não sabem como sair de mim.
Tantos poemas por aí mas parece que nenhum me serve. Será que não há ninguém com as minhas medidas, as minhas rimas, a mesma métrica? Um alfaiate de poesia é que era para incompetentes poéticos como eu.

Ele há coisas no cinema…

Era ele. Não me contive e quase gritei enquanto apontava.

Foram cinco anos de uma relação invulgar e quando já tinha esquecido, quando achava que nunca mais o teria à minha frente em toda a sua singularidade, ali estava ele, no mais improvável dos lugares. Eu chegara tarde à ante-estreia. O convite valeu-me um lugar nas escadas. Sala cheia para a festa, para os aplausos ao realizador. Entrei e o escuro cegou-me. Só a luz da tela de uma história que não soube como começou. Lá me fui agarrando a ela, aos poucos, até que o vi. Lembrei de como ele chegara a casa sem escolha. Parecia novo, bem tratado pelo tempo, impecável, só a indumentária destoava, e quando se entra assim, a desafiar os preceitos da moda, por uma casa de cinco universitárias, não há como disfarçar o riso. Vinha com um verde-cortinado, com umas ramagens beges, toques de veludo a atirar para o foleiro.

Tomou posição na sala, central, e depois de uns olhares foi posto à prova. A imagem não era a melhor, mas no resto nada a dizer, nada a apontar na postura digna, nenhuma inconveniência, a indiscrição do aspecto estava nos antípodas da passividade com que aturou todos os excessos e gestos e arrogâncias daquelas miúdas sempre dispostas à festa, a receber mais alguém, a ter casa cheia.

Em tudo isso foi silencioso, pacato, paciência de santo quando tanta coisa lhe era estranha. Vinha de um ambiente oposto, da casa de um casal de meia-idade sem filhos que gostava de o apontar como anfitrião de uma ou outra visita que ia aparecendo. Só que um dia foi posto na rua e nós éramos quem lhe restava. Ganhamos-lhe afecto, apesar de o gozarmos, desapiedadas. A fatiota era de rir. À primeira vista, quem entrava e punha os olhos nele não disfarçava a expressão. Dávamos-lhe uma palmada cúmplice, esquecendo tantas vezes que ele era muito mais velho do que parecia, que merecia respeito- Ainda tentámos arranjá-lo mais de acordo com os tempos. Aqueles veludos e aquele verde não estavam com nada, mas ele mantinha a pose perante elas, os amigos, os namorados.

Já se sabe, os anos não perdoam e foi decaindo, perdendo o brilho. Viveu mais naqueles cinco anos do que nos trinta que passou na casa dos Anjos, resguardado de todos os excessos, cuidado. Ali, vivia ao nosso ritmo, borga interminável, olheiras, ressacas, directas de estudo. Tudo ele apoiava até ao dia em que as cinco acabaram a universidade. Cada uma foi à sua vida e teve de se separar dele. Os risos da despedida escondiam lágrimas no dia em que o deixámos na rua. Ele não era o mesmo, nós também não. E agora ali estava ele na grande tela. Único, o verde já amarelado, mas as mesmas ramagens, e em vez de cinco estudantes, duas actrizes disputavam-no como se de um palco. E eu a apontar, querendo que, como eu, todos os reconhecessem naquela sala e se alegrassem. Não era para menos. Quando o pensava morto vi-o ali, imortalizado. Sei agora que o posso sempre rever, basta pôr o filme.

Não me calei, que mal as luzes acenderam liguei a quem o conheceu tão bem quanto eu. “Sabem o que acabo de ver no cinema?” Ninguém percebia a minha excitação. “O nosso sofá, o das franjas, o verde, aquele… Sim, estava na lixeira e o realizador viu-o e escolheu-para cenário, ali mesmo, no meio do lixo.” Silêncio do outro lado. Ver para crer. E vimos, novamente as cinco sentadas, coladas umas às outras, comando na mão, o velho sofá com molas de fora. Era mesmo ele. Já não havia sofás assim.

Os meus livros

Não sei quantos livros li em 2011. Já vai o tempo em que contava. Mais do que em 2010, quase de certeza. Sei também que muitos dos livros que li em 2011 não foram publicados em Portugal nesse ano. Sei ainda que fiz poucos sacrifícios de leitura. Só aqueles a que fui obrigada por razões profissionais. Não há muito tempo para que a leitura não seja um prazer. Faço o meu balanço afectivo. Os de 2011 em que mais me envolvi, que foram um imenso prazer ler. Escolhi onze, para ficar com a mesma terminação do ano que acabou.

Dublinesca“, Enrique Villa-Matas, Teorema
O Retorno“, Dulce Maria Cardoso, Tinta da China
O Colosso de Maroussi“, Henry-Miller, Tinta da China
O Quarto de Jack“, Emma Donoghue, Porto Editora
A Ilha de Sukwan“, David Vann, A Ahab
C“, Tom McCarthy, Presença
A Cidade de Ulisses“, Teolinda Gersão, Sextante
Contos dos Subúrbios“, Shaun Tan, Contraponto
A Contradição Humana“, Afonso Cruz, Caminho
O Filho do Desconhecido“, Allan Hollinghurst. D. Quixote
O Homem que Gostava de Cães“, Leonardo Padura, Porto Editora

E para 2012 trouxe 12 livros que não consegui ler em 2011. Hei-de arranjar tempo, pelo menos para estes. Outros virão porque os livros têm a mania de se acumular e há sempre mais olhos que barriga.

As Luzes de Leonor“, Maria Teresa Horta,Dom Quixote
Puta que os Pariu! a biografia de Luiz Pacheco“, João Pedro George, Tinta da China
Vida e Destino“, Vassili Grossman, Dom Quixote
O Museu da Rendição Incondicional“, Dubravka Ugrešić, Cavalo de Ferro
O Único Final Feliz Para Uma História de Amor É Um Acidente“, João Paulo Cuenca, Caminho
Apenas Miúdos“, Patti Smith, Quetzal
O Livro dos LivrosA.C. Grayling, Lua de Papel
Vieram como Andorinhas“, William Maxwell, Sextante
Macedo – Uma biografia da infâmia“, António Mega Ferreira, Sextante
Contos Completos“, Gabriel García Márquez, D. Quixote
Comissão das Lágrimas“, António Lobo Antunes. D. Quixote
Canções Mexicanas“, Gonçalo M. Tavares. Relógio d’Água