hoje acaba a páscoa?

O azul. Mar e tudo o que queria. “Cara de batata podre. Foste a última a chegar”, um choro infeliz e outro birrento. Eu quero. Eu posso. Eu já não quero. Agora pode ser. Não pode. Andar, correr, jogar, dormir, comer. Tudo. Pés na areia e areia nos pés, o outro que me empurrou, aquela arranhou-me, caí. Levanto-me, levantem-me. Ó pai! Pode ser uma salsicha e a seguir vamos contar até aos infinitos que é onde acaba tudo, não é mamã? Cambalhota. Esta rua chama-se dê e a, dá, mê e i mi damião. Isso. Parece que foi rei. Parece que não. Trim-trim, bicicleta junto ao passeio, capacete na cabeça. Quando é que vem o ovo? Amanhã, com as avós e são dois, um por cada avó. Posso dar um mergulho? Claro que não. Ohhh, mas aquele menino… E tirar os sapatos, e as meias e um gelado? Sim, de limão, sem lambuzar. Sim. E vamos jogar à bola e andar de toalha, escorregar na duna, acordar toda a gente que tenta dormir ao sol. Santa Páscoa! Santa? Um espirro. O que se diz? Dá-me um lenço. Funga. Assoa. Mais. Pasmada. Uma pena no cabelo. Um pássaro de água que engana os pássaros de verdade. Risos. Apanha-me patifa! E corre, corre até à nódoa negra. Descanso, pensavam eles. Uma caminhada nunca vem só. E nem caracóis nem imperiais. Amêndoas, anuncia uma avó. Ninguém liga. Haja sol e o rosto levanta-se para ele. Que grite, que berre, que cante. Cavalitas?! Então não. Come. Cala-te. Não sejas chata. Ai. Amuos. Não duram cinco minutos. Mãe, hoje acaba a Páscoa? Sim.

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