Mais livros

Ontem fui à feira. Um amigo ia tocar guitarra clássica com os alunos e prometi que iria sem voltar carregada de livros. Cheguei à Praça Leya depois de ter passado por quatro ou cinco barraquinhas do outro lado do parque, o direito, quando se desce. Faziam-se horas do pequeno concerto e acelerei o passo até lá.

Entre conversas e champanhe, fiquei a saber, para espanto meu, que apesar da chuva, da crise, este ano as vendas por ali cresceram 40 por cento face ao ano anterior em que as temperaturas andaram muito mais altas. Repeti o número só para me certificar que tinha ouvido bem. Sim, 40 por cento e varias pessoas ao lado, editores, livreiros, a concordarem. O livro parece ser um refúgio em tempos de crise e houve quem se estivesse a guardar para a feira. Não é que a edição esteja a viver os seus melhores dias, longe disso, mas há um alegria nos olhos de muitos editores que esperavam que as quebras fossem além dos onze por então que até agora se registam desde que o ano negro de 2012 começou.

A crise chega a todos mas não afecta todos da mesma maneira. Um livro leva tempo a ler e é preciso matar o tempo mesmo em tempo de crise, viajar com ele mesmo quando as viagens de avião se tornam proibitivas. O entretenimento e casa está em alta quando o da rua fica caro. Ninguém paga 23% de IVA por ficar em casa em vez de ir jantar fora. e há cada vez mais reuniões de amigos para falar de livros. Não é o paraíso por aqui, mas também ainda não é o inferno.

One response to “Mais livros

  1. Tendencia para acabar o papel e subsistir o e-book .

    http://pouparblog.wordpress.com/

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