Category Archives: filmes

Um homem e uma mulher

Um homem e uma mulher refugiam-se numa praia depois de terem perdido a sua mulher e o seu homem. Um e outro não se conhecem. Um e outro têm filhos e encontram-se num areal, pontualmente, primeiro, regularmente, depois. Ela era para ir embora antes, mas o imprevisto fê-la ficar no único sítio possível. Em casa dele, por uma noite. Ele e ela atraíram-se. Ela culpou-se no fim… Um filme que ficou para a história do cinema Um Homem e uma Mulher, de Claude Lelouch, com Jean-Louis Trintignant e Anouk Aimée e uma banda sonora com Vinicius de Moraes, Francis Lai e Baden Powell. Ganhou mais de 40 prémios em festivais de cinema, entre eles Cannes.  Não sou muito destas coisas, mas gostei de ter pisado o chão que eles pisaram, em Deauville. Isso e uma vontade enorme de rever o filme e ouvir esta “un homme et une femme

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Pazes


Ontem fiz as pazes com Woody Allen. É uma coisa que me acontece com alguma frequência.  De vez em quando ele dá-me cabo dos nervos, como aconteceu com o filme anterior cujo título não me quero recordar.
Não são arrufos. São zangas mesmo. Mas ontem ele voltou em grande.
“Meia Noite em Paris” é uma surpresa e um encantamento permanente e quando dei por mim estava com aquele sorriso parvo de quem está seduzido e não consegue disfarçar.
Estava lá ele e muitos dos meus heróis que eram os heróis do outro, o protagonista chamado Gil. Hemingway, Gertrud Stein, Scott Fitzgerald, Buñuel e a perda de tempo que é pensar como tudo seria diferente se o nosso tempo fosse outro.

E mais não digo porque continua a soar na minha cabeça a canção de Cole Porter e a passar como slides em sépia imagens de Paris.
Daqui a pouco soam as 12 badaladas e ainda me transformo em… Quem não viu, na próxima quinta feira vai saber do que falo


Woody Allen em Alijó


Hoje a meia noite em Paris vai ser às cinco da tarde em Alijó.
Se Paris soubesse de Alijó… Então Woody Allen, o homem que se propôs descobrir a Europa através do cinema nos seus últimos filmes… Mas nem Paris nem Woody Allen devem saber de Alijó nem sequer do nome de muitas terras do Douro que por estes dias recebem um festival de cinema um pouco à margem, o Douro Harvest Film Festival.
Pinhão, Régua, Vidago… É isso que explica que Alijó, desta vez, veja Woody Allen primeiro do que, por exemplo, Lisboa.
E Lisboa, saberá de Alijó?
E Alijó saberá de Woody Allen e que por hoje se vai ante-estrear por lá um dos melhores filmes, segundo a crítica, que o realizador fez nos últimos tempos?
Eu vou saber de Alijó e deste último Allen.
E até há uns cinco minutos não fazia a minha ideia de que Allen e Alijó se poderiam juntar. E vão, às cinco, repito, num cine-teatro local, com as vindimas a acontecer num sábado de chuva, daquela que Deus a dá e quem anda no campo não agradece mesmo nada.

Será que alguém irá da vinha para ver Woody Allen em Paris?
Eu vou. Ver Owen Wilson a querer ser um grande escritor, a afirmar-se um intelectual, e a primeira dama francesa sem Sarkozy.
🙂